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Agatha Christie – O Misterioso Caso de Styles, A Primeira Aventura de Hercule Poirot
Por Daniel Cardoso Tavares
Livro: O Misterioso Caso de Styles Título Original: The Mysterious Affair at Styles Tradução: A.B. Pinheiro de Lemos Ano: 1920
Neste emocionante livro, com muitos momentos de virada e surpresas, o detetive Hercule Poirot é introduzido na literatura mundial. O livro foi o primeiro publicado por Agatha Christie, no ano de 1920.
A história começa com Hastings, que voltara da frente de batalha da Primeira Guerra Mundial após sofrer graves ferimentos, encontrando-se com John, seu velho amigo, que lhe convida a passar seu período de licença em Styles, um casarão em Essex.
Habitam o casarão os parentes de John: Mary (esposa), a Sra. Cavendish (mãe), Alfred (padrasto) e Lawrence (irmão). Há também uma órfã acolhida pela dona da casa e diversos empregados, incluindo a criada Evelyn. Além desses, são colocadas em cena diversas outras pessoas e Agatha Christie introduz personagens como Japp, detetive da Scotland Yard que estará presente em diversos outros livros.
Os problemas começam a aparecer quando são lançadas suspeitas sobre os habitantes da casa, imediatamente seguidas pela morte da Sra. Cavendish. Ela morreu após fortes espasmos durante a madrugada, que atraíram a atenção de todos da casa.
Os médicos chamados às pressas para atender à senhora divergem sobre as causas da morte, mas acaba por prevalecer o cenário de envenenamento. Hercule Poirot é introduzido na história logo depois, já que estava na mesma região fugindo dos horrores da guerra que afligia seu país, a Bélgica. Cabe a ele descobrir os motivos, o autor e os meios para o crime. Tudo em meio a uma complexa rede de segredos e mentiras.
Frases de destaque:
Ele tem uma imensa barba negra e uso botas pretas de couro envernizado, não importa a estação do ano! Mas mamãe gostou dele imediatamente e contratou-o como secretário…
John, apesar de ser um bom sujeito, não podia ser considerado uma pessoa sociável.
(…) Num crime de verdade, todo mundo sabe imediatamente.
- Há muitos crimes reais sem solução – argumentei.
- Não estou me referindo à polícia, mas às pessoas envolvidas. Não se pode enganá-los. Eles sabem.
- Santo Deus! – exclamou ela, perguntando em seguida a Lawrence: – O que está acontecendo?
Aparentemente Lawrence não a ouviu, pois virou-se bruscamente e saiu de casa, sem dizer uma só palavra.
- É a briga mais horrível que houve! Dorcas me contou tudo!
- Que briga?
- Entre tia Emily e ele! Espero que tenha finalmente descoberto quem ele realmente é!
- A Srta. Cynthia estava vestida com um traje que eles chamaram de apache ou algo assim. Ela era um espetáculo à parte. Ninguém podia imaginar que uma moça tão bonita fosse ficar tão parecida com um rufião. Ninguém a teria reconhecido.
Uma mulher já idosa veio abri-la.
- Boa tarde. O Dr. Bauerstein está?
Ela me fitou com uma expressão atônita.
- Ainda não sabe?
- Não sabe o quê?
- O que aconteceu?
- E o que foi que aconteceu?
- Ele foi levado daqui.
- Levado? Está querendo dizer que ele morreu?
Tive uma visão súbita de espaços amplos, florestas virgens, terras inexploradas… e a compreensão do que a liberdade deveria significar para uma mulher como Mary Cavendish. Tive a sensação de vê-la por um momento como realmente era, uma criatura orgulhosa e independente, que não se deixara domar pela civilização.
Assim, ela formulou um plano, como sempre acontece com uma mulher levada ao desespero pelo ciúme.
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